Análise dos cenários Econômicos
Nacional
No Brasil, o ambiente doméstico foi influenciado tanto por fatores políticos quanto econômicos. O anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência em 2026 gerou aumento pontual da volatilidade nos ativos locais, refletindo a incorporação de incertezas eleitorais pelo mercado, ainda que pesquisas mais recentes indiquem um cenário competitivo.
Do ponto de vista econômico, o mercado de trabalho apresentou desempenho robusto em novembro, em parte explicado por contratações atípicas no setor público. A inflação, por sua vez, manteve trajetória mais benigna em relação ao início do ano, com núcleos apresentando arrefecimento e expectativas permanecendo relativamente estáveis.
O Banco Central manteve uma comunicação prudente e com viés restritivo, ressaltando a elevada incerteza quanto ao cenário prospectivo e a necessidade de monitorar de perto a dinâmica inflacionária, especialmente no setor de serviços, além dos desdobramentos fiscais e parafiscais. Nesse contexto, a condução da política monetária seguiu fortemente dependente da evolução dos dados e da ancoragem das expectativas, o que se refletiu na retomada da alta dos juros futuros ao longo do mês.
Ainda assim, o mercado acionário apresentou desempenho positivo. O Ibovespa encerrou dezembro em alta de 1,3%, superando os 160 mil pontos, sustentado principalmente pelo desempenho de grandes empresas exportadoras, beneficiadas pela valorização do dólar no período, o que mitigou parcialmente os efeitos de um ambiente doméstico de juros mais restritivo.
Internacional
O mês de dezembro foi marcado por um ambiente global ainda permeado por incertezas, com destaque para os desdobramentos da política econômica norte-americana, a condução da política monetária nas principais economias e a evolução do cenário geopolítico.
Nos Estados Unidos, os dados divulgados no mês, represados em parte pelo shutdown do governo, indicaram a continuidade do processo gradual de acomodação do mercado de trabalho. A criação líquida de empregos apresentou arrefecimento, especialmente no setor público, enquanto o setor privado manteve crescimento moderado. A taxa de desemprego seguiu em trajetória de leve alta, ainda que com incertezas quanto à magnitude do impacto das demissões governamentais. Nesse contexto, o Federal Reserve manteve uma comunicação cautelosa, destacando a elevada dispersão de opiniões entre os membros do Comitê quanto aos próximos passos da política monetária. As projeções mais recentes sugerem que o ciclo de afrouxamento se aproxima de sua fase final, com espaço bastante limitado para cortes adicionais ao longo de 2026.
Na Europa, a inflação permaneceu próxima das metas estabelecidas, enquanto os indicadores de atividade e mercado de trabalho continuaram a mostrar resiliência. O Banco Central Europeu revisou marginalmente para cima suas projeções de crescimento e inflação, reforçando uma postura mais equilibrada e sinalizando menor espaço para estímulos adicionais. Na Ásia, a economia chinesa seguiu apresentando fragilidades, especialmente nos setores de consumo e imobiliário, apesar da sinalização de continuidade das políticas de estímulo fiscal. No Japão, o Banco Central promoveu uma elevação moderada da taxa básica de juros, em linha com o processo gradual de normalização da política monetária.
No campo geopolítico, avançaram as discussões mediadas pelos Estados Unidos em torno de um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Esse movimento, combinado à expectativa de superávit de oferta de petróleo em 2026, contribuiu para a queda das cotações da commodity ao longo do mês. Esses fatores moldaram o comportamento dos ativos globais, com impactos relevantes sobre moedas e mercados emergentes.
Números e resultados
Escolha seu plano para consultar os seus investimentos
Comentários do gestor
A Filosofia de Investimentos da Fundação Copel está fundamentada em pilares como horizonte de longo prazo, diversificação, foco na alocação estratégica, gestão ativa e gestão baseada na visão do portfólio total. Esses princípios norteiam a construção dos portfólios dos seis planos administrados pela entidade, de diferentes modalidades e características, necessidades e objetivos de risco e retorno específicos.
Ativos de investimentos
que administramos
(Data base: 12/2025)
Patrimônio de ativos de investimentos da Fundação Copel
Inclui Plano de Gestão Administrativa, Plano Pecúlio e Prosaúde II e III
Selo Autorregulação Governança de Investimentos
O Selo Autorregulação Governança de Investimentos da Abrapp reconhece entidades de previdência complementar que adotam práticas de governança sólidas em seus investimentos, garantindo transparência e eficácia na gestão dos recursos dos participantes.
Rentabilidade anteriores
-
Rentabilidades
- 01/12/2025
- 01/11/2025
- 01/10/2025
- 01/09/2025
- 01/08/2025
- 01/07/2025
- 01/06/2025
- 01/05/2025
- 01/04/2025
- 01/03/2025
- 01/02/2025
- 01/01/2025
- 01/12/2024