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fevereiro - 2026

Análise dos cenários Econômicos

Nacional

Nacional

 

No cenário doméstico, o ambiente macroeconômico foi influenciado tanto por fatores externos com destaque para o choque nos preços de commodities quanto por dinâmicas internas relacionadas à inflação, política monetária e aumento das incertezas. A inflação apresentou surpresa altista no curto prazo, ainda concentrada em itens mais voláteis, como passagens aéreas. No entanto, o principal ponto de atenção segue sendo o repasse do aumento dos preços internacionais, especialmente de energia, para a inflação corrente e, principalmente, para as expectativas, que já mostram leve deterioração nos horizontes mais longos. O mercado de trabalho permanece resiliente, ainda com nível de aperto relevante, embora já apresente sinais iniciais de desaceleração na margem. Esse conjunto de fatores reforça um ambiente mais desafiador para a convergência da inflação ao longo do tempo. No campo monetário, o Banco Central iniciou o ciclo de flexibilização com um corte de 25 pontos-base na taxa Selic, mantendo uma postura cautelosa e dependente de dados. A comunicação do Copom segue equilibrada, reconhecendo riscos tanto para a inflação quanto para a atividade, em um contexto de maior incerteza, especialmente no ambiente externo. Nos mercados, após um período de forte valorização, o Ibovespa apresentou realização em março, com queda de aproximadamente -0,70%, refletindo um movimento global de maior aversão ao risco. O ambiente externo mais desafiador, marcado pela alta das taxas de juros internacionais e pelas tensões geopolíticas, pressionou principalmente os ativos domésticos e setores mais sensíveis ao ciclo econômico. Por fim, o cenário político volta a ganhar relevância, com aumento da incerteza e potenciais impactos sobre as expectativas fiscais e econômicas. Nesse contexto, os principais pontos de atenção permanecem na evolução da inflação e de suas expectativas, na condução da política monetária e fiscal, no ritmo de desaceleração da atividade e no ambiente político ao longo dos próximos meses.

Internacional

Internacional

 

O ambiente global em março foi marcado por uma reprecificação relevante dos ativos, impulsionada principalmente pela intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, somada ao fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota estratégica para cerca de 20% do petróleo global, provocou um choque significativo nos preços de energia, com impactos diretos sobre as expectativas inflacionárias e a dinâmica dos mercados financeiros. Esse cenário resultou na abertura das curvas de juros globais, no fortalecimento do dólar e na piora dos ativos de risco, refletindo um aumento da aversão ao risco. Nos Estados Unidos, os dados econômicos apresentaram sinais mistos: enquanto o mercado de trabalho mostrou moderação, com desaceleração na geração de empregos, a inflação, especialmente pelo núcleo do PCE, segue pressionada, influenciada principalmente pelos preços de bens. Diante desse contexto, o Federal Reserve manteve um discurso equilibrado, reconhecendo riscos tanto para a atividade quanto para a inflação, sem sinalizar mudanças relevantes na condução da política monetária. Na Europa, a inflação já começa a incorporar os efeitos do choque energético, levando o Banco Central Europeu a adotar uma postura mais vigilante, com aumento da probabilidade de reação caso os impactos secundários se intensifiquem. Na China, os indicadores de atividade vieram ligeiramente acima do esperado no início do ano, embora a economia ainda enfrente fragilidades, especialmente no setor imobiliário. O governo manteve a meta de crescimento entre 4,5% e 5,0%, sinalizando estímulos mais moderados e reforçando a leitura de uma recuperação gradual, porém ainda dependente de suporte.

Comentários do gestor

A Filosofia de Investimentos da Fundação Copel está fundamentada em pilares como horizonte de longo prazo, diversificação, foco na alocação estratégica, gestão ativa e gestão baseada na visão do portfólio total. Esses princípios norteiam a construção dos portfólios dos seis planos administrados pela entidade, de diferentes modalidades e características, necessidades e objetivos de risco e retorno específicos.

Ativos de investimentos
que administramos

(Data base: 02/2026)

Patrimônio de ativos de investimentos da Fundação Copel

Inclui Plano de Gestão Administrativa, Plano Pecúlio e Prosaúde II e III

Selo

Selo Autorregulação Governança de Investimentos

O Selo Autorregulação Governança de Investimentos da Abrapp reconhece entidades de previdência complementar que adotam práticas de governança sólidas em seus investimentos, garantindo transparência e eficácia na gestão dos recursos dos participantes.

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